Passaram-se 3 anos e eu e a Christine continuamos inseparáveis, a nossa amizade é a única razão pela qual eu já não odeio tanto este lugar. Este é o nosso último ano na escola onde estamos e para o ano já vamos entrar para a escola secundária. O meu pai foi promovido, o que significa que vai passar menos tempo em casa e a minha mãe continua a insistir que eu devia sair, criar mais amizades e talvez arranjar um namorado. Que chata!
“Mais logo vens a minha casa? Os meus pais não estão em casa como sempre, foram em trabalho para Londres durante 3 semanas, por isso temos a casa por nossa conta. Ah, e tenho lá um filme mesmo bom para nós vermos, o que achas?” perguntou-me a Christine
“Pode ser, mas primeiro tenho de avisar a minha mãe. E queres que fique lá a dormir contigo?”
“Se não te importares…”
“Ok, então eu vou a casa num instante e já lá vou ter à tua casa!”
“Ok, até já!” ela respondeu-me e começou a dirigir-se para a sua casa
Assim que cheguei a casa dirigi-me logo para o meu quarto para arrumar o que precisava para levar para a casa da Christine e pouco tempo depois entra a minha mãe no meu quarto.
“Onde vais?” perguntou a minha mãe
“Vou ver um filme à casa da Christine e fico lá para dormir porque ela está, mais uma vez, sozinha em casa! Posso ir?”
“Sim podes ir, mas hoje o pai janta cá em casa porque a reunião que ele tinha foi cancelada, tens a certeza que não queres ao menos ficar para jantar?”
“Eu já combinei com a Christine, e sabes que eu não gosto nada que ela esteja sozinha. Aproveita o tempo que tens com o pai e prepara-lhe um jantar romântico…”
“Um jantar romântico?”
“Sim mãe, vocês raramente estão juntos por isso era uma boa oportunidade para vocês “namorarem” um pouco…”
“Ok, então divirtam-se e juízo!” disse ela com um ar autoritário
“Sim mãe, sempre!”
Assim que a minha mãe saiu do quarto eu acabei de arrumar as minhas coisas e saí para ir para a casa da Christine.
“Estava a ver que não chegavas, trouxeste a casa contigo para demorares tanto tempo?” perguntou-me ela
“Não, a culpa e da minha mãe, ela é que fez com que eu demorasse. Pelos vistos hoje o meu pai janta em casa (o que raramente acontece) e eu disse-lhe para ela lhe preparar um jantar romântico.” disse-lhe a rir
“Sério? Já estou a imaginar os teus pais a jantar à luz das velas e o teu pai a oferecer-lhe flores…” disse ela a rir
“Sim, hilariante, mas e que tal irmos ver o filme? Ainda temos de jantar e eu sou péssima na cozinha…”
“Sim, é melhor!” assim que ela disse isto fomos buscar o filme que íamos ver, O diário de uma Nanny.
Pusemo-nos confortáveis no grande sofá que havia na sala e começamos a ver o filme. Assim que o filme acabou decidimos aventurar-nos na cozinha. Bem aquilo parecia que um furacão tinha passado por ali, pois havia loiça espalhada por tudo o que era sitio, comida no chão, nas paredes, na mesa… No fim lá conseguimos cozinhar massa com um molho que tivemos de inventar, mas por acaso até estava comestível, para a nossa primeira “aventura na cozinha” não estava nada mal. Depois de jantarmos fomos para a sala ver um pouco de televisão, mas eu sentia que alguma coisa não estava bem. Passado algum tempo ouvimos pessoas a gritar e o som de sirenes, e eu não conseguia parar de sentir que algo não estava bem. Saímos para ver o que se passava e quando eu vi a razão de todo aquele alvoroço a única coisa que eu consegui fazer foi chorar e correr para a minha casa. Não podia ser verdade o que eu estava a ver, como é que aquilo tinha acontecido? Toda a minha casa estava em chamas e só conseguia ver bombeiros a tentar apagar o fogo, mas com grande dificuldade. Instintivamente comecei a correr para dentro de casa através da porta do jardim, eu tinha de saber onde estavam os meus pais, eles não podiam estar mortos. As lágrimas caíam-me pela face com tanta facilidade que não havia maneira de as fazer parar, eu tinha de encontrar os meus pais.
Quando ia a entrar para dentro de casa sinto alguém a agarrar-me e a puxar me para fora da casa.
“Larga-me, eu quero os meus pais! Larga-me!” eu gritava e esperneava para me tentar soltar
“Shhh, calma. Não podes entrar ali senão vais ter o mesmo destino dos teus pais.” a senhora de cabelos loiros que me tinha agarrado dizia para me tentar acalmar ao mesmo tempo que me abraçava
“Eles não podem estar mortos, não podem!” dizia eu a chorar cada vez com mais força
“Tens de te acalmar, ainda vais passar mal. Anda, eu trato de ti…” disse pegando-me na mão e levando-me para a sua casa.
Eu não conseguia pronunciar nem mais uma palavra, era o fim, estava completamente sozinha neste mundo, porque é que isto tinha de acontecer? E agora o que vai ser de mim?
Assim que cheguei à casa dessa senhora, sentei-me a um canto abraçada às minhas pernas a chorar. Não sabia o que fazer, não sabia o que ia ser de mim agora, não sabia como é que isto tinha acontecido, nada! Enquanto eu estava naquele canto a chorar eu sentia que estava a ser observada e de leve levantei um pouco a cabeça para ver quem me estava a observar e consegui ver dois rapazes bastante idênticos a olhar para mim sem qualquer expressão facial.
1 comentário:
ahh ta tao giraa *-*
posta mais!!!
kuss*
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