sábado, 27 de setembro de 2008

By your side (Bill and Tom Kaulitz) - Capitulo 12

Anda ai alguém a por comentarios na c-box em meu nome... não acreditem! Se ela ou ele voltar a comentar eu aviso-vos por aqui.

Bem desculpem lá pela demora mas eu tenho estado ocupada com a escola e também não sabia muito bem o que escrever, mas aqui está mais um capitulo, espero que gostem...



“Bem agora vamos tomar o pequeno-almoço…” disse a Simone

“TOM!” chamou o Bill

“Sim vou já…” gritou o Tom do seu quarto

Quando acabamos de tomar o pequeno-almoço, fomos cada um para o seu quarto para nos prepararmos, pois tínhamos combinado tirar o dia para passear pela cidade e para ir ao cinema. Apenas eu, o Bill e o Tom. Como hoje estava um dia agradável, decidi vestir uma mini-saia de ganga e uma t-shirt rosa, que tinha comprado com a Simone. Quando estava pronta, desci as escadas para me encontrar com eles na sala. O Bill e o Tom estavam sentados no sofá e assim que me viram ficaram pasmados a olhar para mim.

“O que se passa?” perguntei confusa

“Ahhh… Nada… Vamos?” disse o Bill atrapalhado

“Sim…” respondi e saímos de casa

O nosso destino era o centro comercial. Durante o caminho fomos falando sobre a banda a que eles pertenciam. Fiquei a saber que haviam mais dois elementos, o Gustav e o Georg, que eles prometeram me apresentar em breve. Contaram-me também que tinham acabado de lançar um álbum, chamado Schrei e que em breve iriam promover esse álbum. Enquanto eles falavam, reparei que a banda era uma coisa muito importante para ambos, pois estavam super entusiasmados e contentes.

Quando chegamos fomos almoçar. Como era de esperar eles foram logo disparados para o McDonald’s, por vezes acho engraçado o que eles fazem por fast food ou doces. Assim que acabamos de almoçar fomos para o cinema.

Quando chegamos lá começou a “confusão”. Sim, o Tom queria ver um filme de terror, o Bill queria ver um romance e eu apenas me limitava a olhar para eles, qualquer um servia para mim.

“Então Katie, qual é que queres ver?” perguntou-me o Tom

“Por mim qualquer um…” disse pouco interessada na escolha

“Mas eu não quero ver um filme de terror!” disse o Bill

“E eu não vou ver um romance, mas é que nem penses, isso é uma seca!” protestou o Tom

“E o filme de terror é uma porcaria!” disse o Bill

“É melhor que um romance… Isso nem é filme…” disse o Tom

“Meninos!? E que tal irmos ver um filme que não seja de terror e nem romance, como por exemplo de comédia…” disse eu interrompendo a discussão

“Concordo!” disse o Bill

“Comédia? Eu quero ver o de terror…” protestou o Tom mais uma vez

“Ganha a maioria! Dois contra um, fica a comédia!” disse o Bill contente

“És tão mariquinhas Bill! Eu queria mesmo ver este filme…”

“Mas…” disse o Bill

“Tens medo?” perguntei-lhe

“Não… Eu só…”

“Morre de medo!” disse o Tom

“Bill é só um filme, mas se tiveres medo à noite podes dormir com o Tom!” disse em tom de gozo

“Hã?” Acho que não ouvi bem, deves estar a gozar!” disse o Tom

“Não!” disse-lhe a rir

“Ok, vamos lá ver o filme de terror… mas se eu tiver pesadelos vou-te acordar à noite e garantir que não dormes mais, para veres como eu me sinto!” disse o Bill para o Tom

“Boa!” disse o Tom todo alegre

“Ok, então vamos comprar os bilhetes?” perguntei-lhes

“Sim!” disse o Tom entusiasmado

“Oh, meu Deus, no que eu me vim meter!” disse o Bill quando o Tom já ia lá à frente

“Não te preocupes, se tiveres medo à noite eu posso te fazer companhia!” disse com um sorriso maroto e fui para ao pé do Tom

Comprámos os bilhetes, as pipocas, os sumos e fomos para a sala de cinema. Credo eu não sei como é que eles conseguem comer um balde gigante de pipocas cada um, são mesmo gulosos. Eu por minha vez pedi apenas um sumo. O filme começou, era o filme “The Eye” com a Jessica Alba. Na minha opinião o filme não era assustador, mas o Bill passou muitos momentos com os olhos tapados e eu apenas me ria, por outro lado o Tom estava muito concentrado no filme, ou talvez na actriz. XD

Quando o filme acabou fomos dar uma volta num jardim que ficava perto do centro comercial.

“Não acredito que me convenceram a ver este filme, hoje já não durmo!” disse o Bill

“Ai que mariquinhas, o filme nem foi assustador!” disse o Tom

“Pois aposto que sim!” disse eu ironicamente

“Hã?” perguntou o Tom não percebendo o que eu tinha dito

“Agora já sei porque é que querias ir ver este filme! A vista era boa não era?” perguntei a rir

“Do que é que estás a falar?”

“Da actriz!”

“Ah! Sim ela é mesmo boa… actriz!” disse ele todo babado

“Homens!” disse eu

“O que foi? Não tenho culpa que ela seja jeitosa…” defendeu-se o Tom

“Pois mas é areia demais para o teu camião!” disse a rir-me, o que fez o Bill rir-se também

“Isso dizes tu!” disse o Tom

“Não, pelo contrário, comprovo eu!”

“Um dia ainda vou ter o que quero!” disse o Tom

“Sonhar faz bem!” disse e rimo-nos outra vez

“Gozem, gozem… Mas vão ver que tenho razão!”

“Sim, tens!” disse-lhe

Passeamos um pouco no parque e depois decidimos voltar para casa que já estava a ficar tarde. Quando chegamos a Simone estava a preparar-se para sair.

“Onde vais mãe?” perguntou o Bill

“Ah, eu hoje não durmo em casa! Tenho de ir à casa da tia Anne, porque o tio está doente e ela precisa de ajuda. Eu confio em vocês! Portem-se bem ok? Qualquer coisa liguem-me logo! Ah e se quiserem, podem convidar o Georg e o Gustav para passarem a noite aqui com vocês! Juízo… Até amanhã!” disse dando um beijo a cada um e saindo

“Que ideia genial!” disse o Tom

“O quê?” perguntei-lhe

“Como hoje temos a casa por nossa conta, podemos fazer uma mini festa aqui! Podemos convidar o Georg, o Gustav, o Andreas, a irmã do Gustav também podia vir…”

“Sim, isso era fixe!” disse o Bill

“Boa, uma festa!” disse eu contente

“Então eu vou preparar tudo!” disse o Tom

“E eu vou telefonar-lhes, vens?” perguntou-me o Bill

“Sim!” disse e fomos buscar o telemóvel para começar os convites, enquanto o Tom ia arranjando o espaço, as bebidas, a música…

Quando acabamos de preparar tudo já era hora do jantar, então mandámos vir uma pizza para comermos. Tínhamos combinado o encontro aqui em casa à meia-noite. Depois de jantarmos, ficámos um pouco na sala a conversar e depois fomos mudar de roupa, para estarmos com uma roupa mais apropriada à ocasião. Subi para o meu quarto e comecei a olhar para o meu armário. Não tinha muita escolha e não fazia a mínima ideia do que vestir. Passado o que pareceram umas três horas, lá decidi o que queria vestir, uma mini-saia preta com um top vermelho com um pouco de decote e umas sabrinas vermelhas e pretas lindas. Não era o tipo de rapariga de me produzir muito, por isso achei que estava perfeito.

Era quase meia-noite quando desci para a sala, mas o Bill e o Tom não estavam lá, por isso sentei-me no sofá a ver um pouco de TV. Passado algum tempo vejo o Bill descer as escadas. OMFG, não consegui resistir e fiquei completamente embasbacada a olhar para ele. Estava simples, mas ao mesmo tempo lindo de morrer! =P

Ouvimos a campainha a tocar e eu deixei de olhar para ele, tal como ele também deixou de olhar para mim, para ir abrir a porta aos convidados.

“BILL!” oiço um grupo de pessoas a gritar

“PESSOAL!” oiço o Bill gritar também

Levantei-me do sofá para conhecer os amigos dele.

“Pessoal, esta é a Katie, está a morar agora connosco!”

“Katie este é o Georg, o Andreas, o Gustav e a Jane!” disse apontando para cada um deles

“Olá!” disseram todos em conjunto

“Olá!” respondi-lhes com um sorriso

“TOM!” chamou o Bill

“Sim?” gritou ele do quarto

“Eles já chegaram!”

“Ok, vou agora!”

Quando o Tom chegou, não perdemos tempo e começamos logo a festa. Eram 5 da manhã e ainda estávamos todos a divertir-nos, já tínhamos bebido, dançado e até já tínhamos ido para a piscina, mas já estávamos a ficar cansados, por isso começamos a arrumar tudo para irmos dormir. Admito que já estávamos todos “alegres” devido à bebida, mas tínhamos de arrumar tudo ou então a Simone matava-nos. Assim que estava tudo arrumado, fomos levar os convidados aos quartos de hóspedes onde iriam dormir e depois foi cada um para o seu quarto. Já estava no meu quarto, deitada na cama quando alguém bate à minha porta.

“Sim?” perguntei

“Posso?” perguntou o Bill

“Claro…”disse e ele entrou. Eu sentei-me na cama a olhar para ele e perguntei:

“O que se passa? Não consegues dormir sozinho?”

“Sim… importas-te que fique aqui contigo?” perguntou o Bill envergonhado

“Podes, anda!” disse chamando-o para a cama

“Obrigado!” disse e deitou-se ao meu lado. Ficámos assim durante algum tempo até que ele quebrou o silêncio

“Katie…”

“Sim?”

“Posso te fazer uma pergunta?”

“Podes!” disse olhando para ele

“O que tem acontecido entre nós tem algum significado para ti?”

“Claro que tem… Eu não te conheço à muito tempo, mas no fundo parece que já te conheço à anos, e todos os momentos que houveram entre nós foram especiais!”

“Sério? É que sabes, eu sempre que estou longe de ti só consigo pensar em ti e quando estou contigo só quero que o tempo pare para que possa continuar contigo…” disse olhando-me nos olhos e eu nos dele.

Ficámos um pouco a olhar um para o outro, até que sinto os seus lábios nos meus. Desta vez foi um beijo mais apaixonado. Havia um certo desejo dentro de nós e estávamos ambos dispostos a arriscar, na esperança que as coisas corressem bem entre nós. Podíamos não nos conhecer à muito tempo, mas eu confiava nele tal como confio na Christine, ele é o tipo de rapaz que deixa os outros verem o que ele sente e não tem medo de o mostrar.

Depois do primeiro beijo, veio outro e outro, até que já estávamos praticamente um em cima do outro. Ambos nos desejávamos e não conseguíamos esconder isso por muito mais tempo. Entre beijos e carícias, começamos a tirar a roupa um do outro, até que ficamos os dois apenas em roupa interior.

“Tens a certeza que queres fazer isto?” perguntou-me o Bill ainda em cima de mim, olhando-me nos olhos

“Tenho!” disse e beijei-o

Ele beijava-me, enquanto as suas mãos percorriam o meu corpo e rapidamente a pouca roupa que tínhamos passou a nenhuma.

“Sabes uma coisa? És linda!” sussurrou-me ao ouvido e eu sorri beijando-o em seguida.

“E tu és perfeito!” sussurrei-lhe ao ouvido

Com cuidado e a beijar-me, ele penetrou-me. Depois de fazermos amor, adormecemos os dois agarradinhos.



domingo, 21 de setembro de 2008

By your side (Bill and Tom Kaulitz) - Capitulo 11


Bill’s P.O.V


Acordei de manhã com ela ainda nos meus braços a dormir. Não consegui resistir e fiquei a observá-la enquanto ela dormia, tão serena, tão linda… Eu não acredito que me estou a apaixonar por ela, isto não podia acontecer, não com o estilo de vida que eu tenho. Eu sei que daqui a uns tempos vou ter de a deixar e gostando dela vai ser mais difícil partir sem ela. Em breve iremos começar a Schrei Tour para promover o nosso primeiro álbum e vamos estar longe durante muito tempo. Não sei se vou aguentar estar tanto tempo sem a ver. Ela já passou por tantos problemas e eu não quero ser mais um na sua vida, eu não a quero fazer sofrer, mas eu simplesmente não consigo ficar longe dela. Comecei a acariciar-lhe o cabelo e a cara e ela começou a acordar. Olhou para mim e sorriu-me, eu sorri-lhe de volta.


End of P.O.V


“Bom dia!” disse dando-lhe um beijo na face

“Bom dia!” disse ele com um grande sorriso

“Obrigado por teres ficado aqui comigo…” disse ainda enroscada nos seus braços

“Não tens de agradecer…” disse e eu sorri-lhe outra vez

Ficamos mais um pouco deitados, sempre abraçados um ao outro. Ele acariciava-me o cabelo e a face, enquanto eu brincava com o seu cabelo.

“Katie, o pequeno-almoço já…” disse a Simone entrando no quarto. Ficou tão chocada quando nos viu que nem conseguiu acabar a frase, eu e o Bill separamo-nos logo. Ela apenas virou as costas e saiu do quarto.

“Mãe…” gritou o Bill, mas em vão

“Oh não, ela ficou a pensar que nós….” disse sem conseguir acabar o resto da frase

“Temos de falar com ela!” disse o Bill

“Sim…”

Descemos os dois para a sala para ver se encontrávamos a Simone, para lhe explicarmos o que realmente se passou, e ela estava sentada no sofá em estado de choque.

“Mãe, posso explicar? Não aconteceu nada…” disse o Bill sentando-se no sofá ao pé da Simone

“Diz-me, ao menos vocês usaram protecção? É que sabes que o que vocês fizeram pode gerar um bebé… É preciso ter-se responsabilidade! Não é à toa que isso se faz…” disse a Simone ao mesmo tempo que o Tom estava a entrar na sala

“O que? Tu dormis-te com ela Bill?” perguntou o Tom escandalizado

“Não! Quer dizer… sim, mas não aconteceu nada!” disse eu super vermelha

“Sim mãe, não aconteceu nada entre nós. A Katie teve um pesadelo com os pais e eu ouvi-a gritar, então fui ao quarto dela para ver como ela estava e depois passei a noite com ela porque ela não queria ficar sozinha para não ter mais pesadelos… Só isso!” disse o Bill

“É verdade…” disse eu envergonhada

“Epá o meu maninho já anda muito evoluído…” disse o Tom a gozar

“Cala-te!” disse o Bill

“Meninos!” disse a Simone levantando o tom de voz. “Tom, podes deixar-nos a sós?” perguntou a Simone

“Ohh, porque é que tenho de ir?” disse o Tom chateado

“Tom!” disse a Simone, mais uma vez levantando o tom de voz

“Ok, eu vou para o meu quarto…” disse o Tom

Quando o Tom já não estava perto de nós a Simone começou a falar:

“Vocês não me estão a mentir pois não?”

“Não!” dissemos os dois em conjunto

“Ainda bem! Então mas se tens pesadelos, porque é que não falas-te comigo? Sabes que podes contar-me o que quiseres querida, eu agora sou como tua mãe…”

“Eu não tenho tido pesadelos, foi a primeira noite e calhou o Bill estar por perto para me por melhor…” disse e sorri discretamente para ele, mas acho que a Simone conseguiu ver

“Eu já reparei que se passa algo entre vocês os dois… Eu não vou dizer nada contra, mas só peço que tenham juízo, está bem?” disse com um ar autoritário para nós os dois

“Claro!” dissemos os dois



sexta-feira, 19 de setembro de 2008

By your side (Bill and Tom Kaulitz) - Capitulo 10


Já era quase hora do jantar quando eu e a Simone regressamos a casa carregadas de sacos. Estava bastante cansada, mas a tarde nas compras tinha sido bastante divertida. Ao entrar na sala vejo o Tom e o Bill, sentados no sofá da sala a ver TV.

“Olá meninos!” disse sorridente

“Olá!” dizem eles sem descolarem os olhos da televisão

“Simone, eu vou só arrumar as minhas coisas e depois desço para ajudar com o jantar…” disse já a dirigir-me para as escadas que davam aceso ao primeiro andar, onde ficavam os quartos

“Ok querida!” disse a Simone, da sala

Quando cheguei ao meu quarto comecei a arrumar tudo o que tinha comprado, roupa, produtos de higiene, calçado, material escolar, alguns acessórios… Enquanto estava a arrumar as minhas coisas oiço alguém a bater à porta, então disse que podia entrar, era o Tom.

“Sim? Ah és tu Tom…” disse quando o vi, continuando depois a arrumar a roupa

“Eu queria falar contigo sobre o que aconteceu ontem à noite…” disse o Tom e eu olhei para ele

“Desculpa ter reagido como eu reagi, mas eu não sabia o que fazer, eu ando tão confusa…” disse baixando o olhar

“Não precisas de pedir desculpa, eu e que não te devia ter beijado. Mas posso fazer-te uma pergunta?” disse aproximando-se de mim

“Diz?” disse olhando para ele

“Tu gostas do meu irmão?”

“Hã?” perguntei um pouco atrapalhada

“Sim, gostas dele?”

“Eu… eu… eu não sei. Eu estou muito confusa… Primeiro o Bill e depois tu…”

“Eu compreendo, mas quero que saibas que eu não me arrependo do que aconteceu ontem…” disse e depois deu-me um beijo na cara e saiu do meu quarto.

Oh mein Gott! O que é que se está a passar? Isto não me pode estar a acontecer… O que é que eu faço? Bill ou Tom?

Continuei a arrumar as coisas, mas sempre a pensar no que estava a acontecer. Estava a dar em doida…

Quando acabei, desci para ajudar a Simone a preparar o jantar. Pelo caminho passei pela sala e o Tom e o Bill ainda estavam sentados no sofá e quando eu passei ambos me olharam com aqueles olhos que me deixam totalmente derretida, sorrindo depois. OH GOD! Isto é demais para uma só rapariga… Estava completamente “derretida” XD

Ajudei a Simone com o jantar e quando estava tudo pronto, chamamos o Bill e o Tom para jantar. O Gordon não vinha jantar connosco porque estava a trabalhar. O jantar decorreu normalmente e quando acabamos de jantar o Tom e Bill ficaram a ajudar a arrumar a cozinha, já que eu tinha ajudado a fazer o jantar. =D

Então subi para o meu quarto para ir descansar, pois o dia tinha sido bastante cansativo. Vesti o pijama, meti-me na cama e adormeci passado pouco tempo. Comecei a ter um pesadelo com os meus pais, estava a reviver o dia em que eles tinham falecido, estava de novo em frente à minha antiga casa, mas desta vez conseguia ver os meus pais dentro de casa a pedirem ajuda. Corri para os ajudar, mas as chamas impediam-me a passagem, por isso eu gritei por ajuda, mas ninguém me ouvia. Comecei a chorar, pois estava a vê-los encurralados nas chamas e eu sem poder fazer nada, quando voltei a gritar por ajuda, alguém me acorda.

“Katie?” disse Bill com um olhar preocupado e eu apenas me abracei a ele a chorar

“Não te preocupes, foi só um pesadelo…” disse ele a confortar-me

“Eu vi-os Bill, eles estavam a pedir-me ajuda e eu não os conseguia ajudar...” disse ainda a chorar

“Shh, tem calma…” disse acariciando-me o cabelo enquanto me abraçava e eu apenas fiquei ali abraçada a ele a chorar. Sentia-me tão segura quando estava com ele, ele fazia com que os meus problemas desaparecessem, fazia-me sentir melhor. Eu continuava a chorar quando começo a ouvi-lo cantar, só aquela voz suave me poderia acalmar neste momento.


Das Fernster öffnet sich nicht mehr
Hier drin ist es voll von dir und mehr
Und vor mir geht die letzte Kerze aus

Ich warte schon ne Ewigkeit
Endlich ist es jetzt so weit
Da draußen zieh'n die schwarzen Wolken auf


Ich muss durch den Monsun
Hinter die Welt
Ans Ende der Zeit
Bis kein Regen mehr fällt
Gegen den Sturm
Am Abgrund entlang
Und wenn ich nichtmehr kann
Denk'ich daran
Irgendwann laufen wir zusammen
Durch den Monsun

Ein halber Mond versinkt vor mir
War der eben noch bei dir ?
Und hält er wirklich was er mir verspricht ?

Ich weiß, dass ich dich finden kann
hör deinen Namen im Orkan
Ich glaub noch mehr dran glauben kann ich nicht


Ich muss durch den Monsun
Hinter die Welt
Ans Ende der Zeit
Bis kein Regen mehr fällt
Gegen den Sturm
Am Abgrund entlang
Und wenn ich nichtmehr kann
Denk'ich daran
Irgendwann laufen wir zusammen
Weil uns einfach nichts mehr halten kann
Durch den Monsun

Ich kämpf mich durch die Mächte
Hinter dieser Tür
Werde sie besiegen und dann
Führ'n sie mich zu dir
Dann wird alles gut
Dann wird alles gut
Wird alles gut
Alles gut


Ich muss durch den Monsun
Hinter die Welt
Ans Ende der Zeit
Bis kein Regen mehr fällt
Gegen den Sturm
Am Abgrund entlang
Und wenn ich nicht mehr kann
Denk'ich daran
Irgendwann laufen wir zusammen
Weil uns
einfach nichts mehr halten kann
Durch den Monsun
Durch den Monsun
Dann wird alles gut
Durch den Monsun

Alles gut


Quando ele acabou de cantar eu já não estava a chorar, mas nós continuávamos abraçados, gostava que pudéssemos ficar assim para sempre, eu sentia-me tão bem nos seus braços, que não queria que ele me largasse. Eu tinha a minha cabeça no seu peito e estávamos os dois sentados na cama. Eu levantei a cabeça para olhar para ele e ele limpou-me as lágrimas e sorriu-me, não consegui resistir e beijei-o. O beijo foi longo e carinhoso, o que mais poderia querer para ficar mais animada? XD

Quando quebramos o beijo, ele ia se levantar para me deixar descansar, mas eu agarrei-lhe a mão para que ele não fosse embora e ele olhou para mim confuso.

“Não vás… Eu não quero ficar sozinha esta noite!” pedi-lhe

“Está bem…” disse ele e depois deitou-se comigo na cama. Eu deitei a minha cabeça no seu peito quanto ele me acariciava o cabelo. Deixamo-nos dormir assim, aconchegados um no outro.



quarta-feira, 17 de setembro de 2008

By your side (Bill and Tom Kaulitz) - Capitulo 9



No dia seguinte acordei devido à luz que entrava pela janela. Olhei para o relógio e já eram 11am. Como é que consegui dormir tanto? pensei. Fui à casa de banho fazer a minha rotina matinal e depois desci para tomar o pequeno-almoço, ainda de pijama. Quando cheguei lá estava a Simone na cozinha e estava lá um senhor a conversar com ela que eu ainda não conhecia.

“Bom dia!” disse ao vê-los

“Bom dia” disseram os dois ao mesmo tempo

“Katie este é o Gordon, o padrasto do Bill e do Tom…” disse a Simone apontando para aquele senhor

“Olá, prazer em conhece-lo!” disse com um sorriso

“Ora essa, o prazer é todo meu…” disse retribuindo o sorriso

“Bem eu vou te preparar qualquer coisa para comeres ok? Hoje temos de ir às compras, temos de comprar roupa para tu poderes vestir, material para começares a estudar…” disse a Simone para mim

“Eu não preciso de muita coisa, apenas o essencial…” disse eu

“Não te preocupes… Vai ser divertido! E nada de te preocupares com os gastos…” disse a Simone

“Está bem, mas eu não tenho roupa para levar hoje…” disse um pouco a medo

“Não te preocupes, vais ter com o Bill que ele empresta-te algo…”

Com o Bill? Oh não! Onde é que eu vou arranjar coragem para ir falar com ele depois do que se passou, para lhe pedir roupa emprestada?

“Ok…”

Assim que a Simone acabou de preparar a comida, eu comi e depois subi para o meu quarto. Tinha de ganhar coragem primeiro, antes de ir falar com o Bill. Estava a ver que hoje iria ser um dia complicado, com tudo o que tinha acontecido no dia anterior. Acho que também não me iria sentir muito confortável a falar com o Tom depois da noite passada. Deitei-me na cama e comecei a pensar no longo dia que eu tive ontem, mas a única imagem que me vinha a cabeça era os olhos castanhos do Bill a olharem para mim antes de me beijar. Porque é que eu não consigo parar de pensar nele? Eu tenho de esquece-lo porque só me vou magoar… Parei repentinamente de pensar e levantei-me da cama para ir ao quarto do Bill. Quando lá cheguei bati à porta mas ninguém respondeu, então voltei a bater e depois consegui ouvi-lo a dizer “entra” mas muito baixinho.

“Bill? Posso te pedir um favor?” disse quando entrei no quarto, ele estava deitado na cama a ouvir música e a olhar para o tecto, possivelmente estaria a pensar em algo…

“Diz?” perguntou ele olhando para mim

“Eu precisava que me emprestasses algo para eu vestir para eu poder ir com a tua mãe comprar algumas roupas para mim…” disse a medo

“Claro… Podes escolher ali do armário!” disse ele apontando para o armário

“Obrigado!” disse e dirigi-me para o armário. Conseguia sentir que ele me estava a observar e eu até estava a gostar, mas estava a estranhar ele estar tão simpático comigo…

“Bill?” disse a olhar para ele mas desta vez ele já não estava a olhar para mim, pois estava perdido nos seus pensamentos

“Sim?” disse olhando para mim

“Podemos falar?” disse aproximando-me da cama

“Sim…” disse desligando a música. Sentou-se na cama e chamou-me para eu me sentar também.

“Eu queria te pedir desculpa por ter sido bruto contigo…” disse olhando para mim

“Mas eu ainda não percebi o porquê…”

“Há uma coisa que eu não te contei e isso impede-me de me poder envolver contigo…”

“O quê?”

“Sabes quando tu me ouviste cantar?”

“Sim!?” perguntei eu confusa

“Pois eu pertenço a uma banda… os Tokio Hotel!”

“E o Tom também?”

“Sim!”

“Então é por isso que ele sabe tocar guitarra…”

“Como é que sabes que ele sabe tocar guitarra?”

“Eu ouvi-o a tocar…”

“Ah… Pois e como sabes, numa banda é difícil ter-se uma relação, pois estamos constantemente em Tour e depois há as fãs…” disse ele cabisbaixo

“Eu compreendo, mas não podes deixar de ter vida própria por causa de teres uma banda…”

“Eu sei, mas é complicado, e eu já passei por situações pouco agradáveis… Eu pensava que tu já sabias quem nós éramos, mas mesmo que não soubesses eu não te queria contar porque isso poderia mudar a forma como nos vês…” disse o Bill um pouco triste

“Eu nunca te iria tratar de forma diferente só porque tu tens uma banda ou porque és famoso… Eu sei que não me conheces à muito tempo mas eu não sou esse tipo de pessoa, que se interessa com o dinheiro e a fama, para te dizer a verdade, quanto menos famosa eu for melhor!” disse rindo, o que fez ele rir também

“Eu sabia que tu não eras assim…” disse olhando para mim

“Posso te pedir uma coisa?”

“Podes!” respondeu ele

“Podes cantar algo para mim?” disse um pouco envergonhada

“Claro…” disse o Bill e depois começou a cantar.


Wie soll es mir schon geh'n
Ihr guckt euch nicht mehr an
Und ihr glaubt ich merk das nicht
Wo soll ich jetzt hin
Was habt ihr euch gedacht
Sagt es mir jetzt in mein gesicht
Sagt wofür das alles hier zerbricht
Es macht mich fertig

Es ist gegen meinen willen
Es ist gegen jeden sinn
Warum müsst ihr euch jetzt trennen
Eure namen umbenennen
Unser ende ist schon hier
Und ihr sagt es nicht vor mir
Ich hasse euch dafür
Es ist gegen meinen willen
Dagegen - Bin dagegen

Habt ihr schon vergessen wie es einmal war
Habt ihr unsere bilder schon verbrannt
Ich hau bretter vor die fenster
Verriegel meine tür
Ihr sollt nicht seh'n das ich nicht mehr kann
Eure welt tu' ich mir nich'mehr an
Sie macht mich fertig

Es ist gegen meinen willen
Es ist gegen jeden sinn
Warum müsst ihr euch jetzt trennen
Eure namen umbenennen
Unser ende ist schon hier
Und ihr sagt es nicht vor mir
Ich hasse euch dafür
Es ist gegen meinen willen
Dagegen - Bin dagegen

Spart euch eure lügen
Ich will sie nich' mehr hör'n
Den letzten rest an liebe
Braucht ihr mir nicht mehr schwör'n
Ich will euch nicht mehr länger stör'n
Ihr macht mich fertig
Gegen meinen willen ....

Es ist gegen meinen willen
Es ist gegen jeden sinn
Warum müsst ihr euch jetzt trennen
Eure namen umbenennen
Unser ende ist schon hier
Und ihr sagt es nicht vor mir
Ich hasse euch dafür
Es ist gegen meinen willen
Dagegen - Bin dagegen


Enquanto cantava olhava para mim com aqueles enormes olhos castanhos que me deixavam completamente derretida. Quando ele acabou de cantar eu olhei para ele e disse:

“Não me importava que pudesses cantar para mim todas as noites…” disse com um sorriso

“Eu posso cantar, mas para isso tens de me prometer uma coisa!” disse ele

“O quê?”

“Prometes que aconteça o que acontecer que continuamos sempre amigos?”

“Sim!” disse e em seguida beijei-lhe o canto da boca. Levantei-me para pegar num par de calças e numa t-shirt e depois saí do seu quarto.

Depois de me vestir, desci para ir ter com a Simone para podermos ir às compras. Passámos o dia todo nas compras e posso dizer-vos que foi bastante divertido.



segunda-feira, 15 de setembro de 2008

By your side (Bill and Tom Kaulitz) - Capitulo 8



“Katie? A comida já está na mesa!” disse a Simone quando entrou no meu quarto, acordando-me

“Obrigado! Desço já…” disse espreguiçando-me enquanto a Simone estava a sair do quarto

Levantei-me e fui à casa de banho fazer a minha higiene pessoal, depois vesti a roupa que tinha a mais na minha mochila, umas calças de ganga e uma t-shirt, também não tinha muita escolha, pois apenas tinha trazido comigo duas mudas de roupa. Assim que me acabei de vestir desci para a cozinha.

“Bom dia!” disse para a Simone, o Bill e o Tom que já estavam sentados na mesa à minha espera

“Bom dia!” responderam todos em conjunto

Wow o Bill disse-me “bom dia”, será que ele já fala comigo de novo?

Sentei-me e comecei a comer.

“Simone, não se importa que eu hoje vá sair? É que eu tenho de ir visitar uma pessoa…” perguntei-lhe

“Claro que não querida, podes ir… Mas não chegues muito tarde está bem? Eu não gosto que vocês andem sozinhos na rua à noite…”

“Sim, claro!” disse e continuei a comer

O resto do pequeno-almoço foi bastante calmo, de vez em quando eu e o Bill trocávamos olhares, mas nada mais.

Quando acabei de comer subi ao meu quarto (estranho dizer “meu quarto”, quando de verdade não parece ser o meu quarto, acho que ainda não estou habituada à ideia de que a minha vida é aqui agora) para pegar na minha mala e comecei a caminhar para a entrada, mas pelo caminho parei no quarto do Bill porque o ouvi a cantar, então fiquei a escutá-lo.


Ich muss durch den Monsun
Hinter die Welt
Ans Ende der Zeit
Bis kein Regen mehr fällt
Gegen den Sturm
Am Abgrund entlang
Und wenn ich nichtmehr kann
Denk'ich daran
Irgendwann laufen wir zusammen
Durch den Monsun

Ein halber Mond versinkt vor mir
War der eben noch bei dir ?
Und hält er wirklich was er mir verspricht ?

Ich weiß, dass ich dich finden kann
hör deinen Namen im Orkan
Ich glaub noch mehr dran glauben kann ich nicht


Fiquei ali parada sem saber o que fazer, estava completamente hipnotizada pela sua voz. Nunca pensei que ele tivesse uma voz tão linda. Estava tão hipnotizada que nem dei por ele acabar de cantar e fui surpreendida quando ele abriu a porta e se deparou comigo, praticamente encostada à porta do seu quarto.

“O que estás aqui a fazer?” perguntou-me surpreendido

“Ah… Eu… Eu… Eu estava de saída!” disse meio atrapalhada

“De saída? Encostada à porta do meu quarto?”

“Ah… Eu… Pronto ok, eu confesso! Eu estava a ouvir-te cantar.” disse um pouco embaraçada

“Tu ouviste-me cantar?”perguntou o Bill preocupado

“Sim, porquê?” perguntei sem saber porque é que ele estava tão preocupado

“Por nada, mas sabes que não se deve escutar atrás das portas?”

“Desculpa, mas eu gostei muito de te ouvir cantar e não consegui resistir…” disse arrependida e consegui reparar que o Bill corou um pouco com o que eu lhe disse

“Sim, mas que isso não se torne num hábito!” disse muito sério e voltou a entrar para o quarto, fechando a porta praticamente na minha cara

Eu fiquei ali imobilizada a olhar para a porta e consegui ouvir um estrondo pequeno vindo do seu quarto, que mais parecia que ele tinha dado um murro em algo. Porque é que será que ele está assim comigo? Decidi entrar no seu quarto para obter a resposta a esta pergunta. Bati e entrei em seguida.

“Diz?” disse ele quando eu bati

“O que é que se passa contigo? Porque é que estás tão bruto comigo? Para tua informação não fui eu que te beijei, foste tu! Se não gostas-te pois eu não tenho culpa, mas acho que me podias dizer isso na cara em vez de me andares a tratar assim… Se quiseres eu vou-me embora da tua casa, é que sinceramente eu não suporto viver aqui contigo com esse mau feitio. Queres que saia?” disse num tom alto enquanto ele olhava chocado para mim devido à minha reacção.

Ele não respondeu, apenas se limitou a olhar pela janela que estava ao lado da sua cama.

“Ok, suponho que isso seja um sim… Adeus!” disse virando as costas pronta para sair do seu quarto, quando sinto uma mão agarrar-me o braço e a virar-me para trás.

“Não, não vás…” disse o Bill ainda a agarrar-me o braço, mas de forma suave. Cada vez que ele me tocava, parecia que todo o meu mundo começava a girar e eu começava a sentir um arrepio por todo o meu corpo, porque é que será que ele tem este efeito em mim?

Estávamos frente a frente e a olhar-nos nos olhos.

“Porquê? Tu não me queres aqui…”

“Eu não quero que vás…” disse baixinho

“Porquê?” disse levantando um pouco a voz e de repente ele beija-me. Um beijo suave mas com paixão ao mesmo tempo. Ele agarrou-me pela cintura com uma mão, enquanto a outra acariciava o meu cabelo enquanto me beijava. Quando nos separamos ele olhou-me nos olhos e disse:

“Por isto!”

“Então e se não queres que vá porque é que andas tão bruto comigo?”

“Porque eu não me queria envolver contigo, mas é mais forte que eu…”

“E porque é que não queres? O que é que significou este beijo?”

“Eu não me posso envolver contigo, simplesmente não posso…” disse ele afastando-se de mim e jogando a mão à cabeça

“Porquê?”

“Porque não posso… NÃO POSSO!” gritou

“Ok, então eu facilito-te as coisas… Adeus!” disse saindo do seu quarto e batendo com a porta para ir para o meu quarto

Comecei a arrumar a minha mochila e saí de casa. Dirigi-me para a casa da Christine, não falava com ela desde a noite em que os meus pais faleceram naquele estúpido incêndio. Quando lá cheguei bati à porta e ela veio abrir.

“Katie?” perguntou ela surpreendida e depois deu-me um grande abraço

“Olá!”

“Onde é que tens andado? O que se passou? Estava tão preocupada contigo…” disse abraçando-me outra vez

“Posso entrar e conto-te tudo?”

“Claro, entra!”

Ficamos o resto do dia na conversa e eu contei-lhe tudo o que se tinha passado desde que eu tinha saído da casa dela.

“Então e agora o que vais fazer?” perguntou-me a Christine depois da nossa longa conversa

“Não sei… Mas eu não suportava estar a viver com eles da maneira como o Bill estava comigo…”

“Mas eu acho que ele gosta de ti, pelo que me contas-te…”

“Se gosta não o demonstra da melhor forma, quer dizer, primeiro beija-me e depois ignora-me e fala mal comigo?”

“Pois tens razão, mas ele deve ter algum motivo para estar a agir assim… Então mas agora onde vais morar? Eu gostava que pudesses ficar aqui, mas tu sabes como são os meus pais, parece que vivem na pré-história! Mas se quiseres podes dormir aqui hoje, eles só voltam daqui a três dias…”

“Obrigada! Não sei o que seria de mim sem ti…” disse abraçando-a, já tinha saudades de falar com ela, a única que me compreendia. De repente o meu telefone começa a tocar, não conhecia o número. Quem poderia ser a estas horas, afinal de contas já era bastante tarde, mas eu decidi atender na mesma.

“Sim?” disse quando atendi

“Katie? Onde estás?” perguntou-me o Tom

“Tom?” perguntei para ter a certeza se era mesmo ele

“Sim… Onde estás?”

“Na casa de uma amiga… Eu não vou voltar para ai Tom!”

“Porquê? É por causa do Bill?”

“Sim…”

“Mas o que é que se passou? Ele está super preocupado e agora descubro que sais-te de casa…”

“O teu irmão que te explique o motivo…”

“Vá lá, não te podes ir embora por causa do Bill… Onde é que vais morar?”

“Não te preocupes, eu cá me arranjo, obrigada!”

“Não… Tu não vais ficar sozinha, nem penses… Onde mora essa tua amiga? Eu vou-te ai buscar!”disse o Tom

“Na rua mesmo ao lado da minha, número 92”

“Ok, até já!” disse desligando a chamada

“Então vais voltar para lá?” perguntou-me a Christine

“Pois acho que não tenho muita escolha, não tenho mais nenhum sitio onde morar…”

Pouco tempo depois ouvimos a campainha a tocar. Fomos abrir, era o Tom… e o Bill. Oh não! Porque é que ele veio?

“Olá” disse-lhes

“Katie, podemos falar?” perguntou-me o Tom

“Sim! Vamos para o jardim? Ah já agora, esta é a Christine, a minha melhor amiga!” disse eu apontando para ela

“Olá!” disseram o Tom e o Bill e depois eu e o Tom fomos para o jardim para conversar

“Afinal o que é que se passa? Porque é que te vieste embora? O Bill não me conta nada…” perguntou-me o Tom

“Porque não consigo viver com vocês…”

“Porquê? O que é que aconteceu?”

“Ele voltou a beijar-me Tom e depois gritou-me que não se podia envolver comigo. Como é? Ou quer ou não quer…” disse-lhe e ele ficou um pouco calado e depois respondeu:

“Eu já sei porque é que ele está assim…”

“Porquê?” perguntei curiosa

“Isso não te posso ser eu a dizer, mas peço-te que confies em mim e que venhas comigo. Quando chegarmos a casa eu falo com ele, está bem?”

“Ok, mas eu hoje não quero falar com ele…”

“Ok”

Quando voltamos para dentro de casa o Bill e a Christine estavam sentados na sala em silêncio à nossa espera.

“Vamos mano?” perguntou o Tom

“Sim!” respondeu o Bill e depois levantou-se para irmos embora

“Nós depois falamos Christine…” disse eu

“Ok, adeus…” disse ela

Saímos de casa e começamos a caminhar para a casa dos gémeos. O caminho para casa foi bastante silencioso e rápido, pois a casa não ficava muito longe.

Quando chegamos a casa cada um foi para o seu quarto e como o meu quarto era ao pé do quarto do Tom, eu conseguia ouvi-lo a tocar guitarra. Primeiro o Bill canta tão bem que é capaz de me hipnotizar e depois o Tom toca guitarra super bem? Saí do meu quarto e dirigi-me ao quarto do Tom, bati à porta e como ele disse para eu entrar, assim o fiz.

“O que foi?” perguntou-me ele

“Não sabia que tocavas guitarra!” disse-lhe

“Não?”

“Não, porquê? Deveria saber?”

“Não…”

“Então e não me queres ensinar a tocar algo? Sempre quis aprender a tocar guitarra…”

“Claro! Anda cá…” disse o tom chamando-me para a cama, onde ele estava sentado com a guitarra no seu colo. Quando me sentei, ele aproximou-se de mim e colocou a guitarra no meu colo. Pôs o seu braço à minha volta para me ajudar com os acordes e usou a outra mão livre para me ajudar a tocar. Estávamos tão colados que eu conseguia sentir a sua respiração no meu pescoço, o que me estava a deixar arrepiada, mas eu estava a fazer o máximo de esforço para que ele não notasse. Não me estava a conseguir concentrar e os acordes estavam a sair todos mal.

“Tens de ter atenção aos acordes, assim..” disse e mostrou-me como se fazia

“Acho que não tenho muito jeito para isto…” disse olhando para ele, mas isso fez com que as nossa caras ficassem praticamente coladas. Ficamos a olhar um para o outro e ele alternava o seu olhar entre os meus olhos e os meus lábios. Começamo-nos a aproximar até que sinto os seus lábios nos meus. A maneira de beijar do Tom era totalmente diferente da do Bill. O Bill era mais romântico e carinhoso, enquanto que os beijos do Tom eram mais arrebatadores. Quando os nossos lábios se separaram eu afastei-me dele. O que estava a acontecer? Primeiro o Bill e agora o Tom?

“Desculpa!” disse o Tom

“Eu tenho de ir…” disse e saí rápido do quarto.

Quando cheguei ao meu quarto deitei-me na cama e adormeci a pensar em tudo o que me estava a acontecer.